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O futuro do técnico em contabilidade em xeque

O futuro do técnico em contabilidade em xeque

TAVARES ASSESSORIA CONTÁBIL

AVISA:

Uma das muitas emendas inseridas na medida original determina que, a partir de 2015, só poderão obter registro profissional em Contabilidade quem tiver Ensino Superior

Ariel Engster

Originalmente, era uma medida provisória que tratava apenas de incentivos para infraestrutura da indústria petrolífera. Nas idas e vindas das tramitações parlamentares, no entanto, a Lei 12.249, de 2010, passou a abarcar outros temas e atingiu diretamente o mundo contábil. Uma das muitas emendas inseridas na medida original determina que, a partir de 2015, só poderão obter registro profissional em Contabilidade quem tiver Ensino Superior. Com isso, o futuro dos técnicos ficou incerto e duas vertentes duelam: os que acreditam que é só uma mudança de prerrogativas e os que veem nisso o fim da profissão.

 

A Lei 12.249, de 2010, alterou o Decreto-Lei 9.295, de 1946, que regulamenta a profissão contábil, determina a criação do Conselho Federal de Contabilidade e define as atribuições dos contadores e guarda-livros que, depois, tornaram-se os técnicos em contabilidade. As novas definições passam a exigir o Ensino Superior para obter o registro da categoria, mas mantêm as prerrogativas profissionais dos técnicos já registrados e permite que os que estão se formando obtenham registro até o dia 1 de junho do ano que vem. Após esta data, técnicos não registrados não poderão realizar algumas das atividades que hoje cumprem.

As mudanças não representam o fim da categoria, pois, enquanto houver pessoas com essa formação, haverá técnicos no mercado. É o que garante a professora do Departamento de Ciências Contábeis e Atuariais da Ufrgs e vice-presidente do CRCRS, Ana Tércia Rodrigues. “Não está sendo extinta a categoria dos técnicos em contabilidade. Na verdade, o que se está eliminando são os novos registros. O que acontece é que, a partir de 2015, os técnicos não terão mais algumas prerrogativas profissionais como, por exemplo, assinar balanços ou ser titular de uma organização contábil. Quem já tem o registro, entretanto, vai manter essas possibilidades”, acredita.

A procura pelos serviços dos técnicos não deve diminuir. A consequência, avalia a professora, é a continuidade de uma tendência atual, da utilização dos técnicos em funções mais auxiliares. “A atividade de cunho mais gerencial e estratégico é exercida pelo profissional de nível superior”, afirma Ana Tércia. “O mercado contábil continua muito aquecido e todas as empresas e organizações contábeis contam com técnicos, mas na grande maioria dos casos em atividades auxiliares – e isso vai continuar acontecendo”. Essas diferentes atribuições devem garantir, segundo a professora, uma definição mais clara no mercado de qual é o papel do contador.

A exigência do curso superior para o exercício da profissão se justifica pela necessidade de conhecimentos que vão além da parte estritamente operacional, como métodos quantitativos ou de direito. “No nível superior, o profissional tem uma visão da Ciência Contábil de uma forma bem mais ampla, principalmente da interação com outras áreas de conhecimento. Não tenho a menor dúvida de que, no patamar em que a contabilidade se encontra enquanto profissão, enquanto área de conhecimento, o Ensino Superior é indispensável para uma boa formação de um profissional”, garante Ana Tércia.

 

Os técnicos em contabilidade são, no Rio Grande do Sul, 40% dos profissionais da área. Existem quase 15 mil técnicos e mais de 22 mil contadores. No Brasil, a proporção é semelhante. Mesmo com o grande número de profissionais, existe um temor de que os técnicos acabem se extinguindo. “Nós estamos indo na contramão de algo que o governo federal incentiva”, reclama o técnico em contabilidade Daniel de Souza. Para ele, as novas medidas contrastam com o grande incentivo que a União tem dado aos cursos técnicos, por meio de iniciativas como o Pronatec.

O impacto das mudanças, analisa Souza, não deve ser sentido imediatamente, mas em longo prazo. “O Conselho Federal de Contabilidade diz que isso não é a extinção dos técnicos, mas nós entendemos que, por tabela, ninguém vai querer fazer um curso que não dá a habilitação para exercer a profissão”, reclama Souza. Para ele, deveria ter ocorrido uma revisão na carga horária dos profissionais. “Foi feita uma simplificação, sem discutir junto à sociedade. O que se alega é que os cursos técnicos não formam mais como antigamente, mas também existem muitas faculdades que não preparam adequadamente os profissionais de nível superior da nossa área”, critica. Souza considera que as medidas são prejudiciais à contabilidade, uma vez que a profissão é tanto operacional quanto analítica, e o trabalho dos técnicos complementa o dos contadores.

O presidente do Sindicato dos Contabilistas de Porto Alegre (SCPA), Clésio Luís da Silva, compartilha das críticas de Souza. Para ele, há contradição com os incentivos aos cursos técnicos, além de ter faltado estudo junto à sociedade quando da implementação das mudanças, que teriam sido feitas sem considerar as escolas técnicas, os alunos e os profissionais que estão entrando na área. Segundo o presidente, o que se deverá ver em breve é uma falta de mão de obra. “Vai sobrecarregar a profissão dos bacharéis contadores na prestação de serviço, tanto nas grandes quanto nas micro e pequenas empresas”, analisa.

O possível fim da categoria já foi discutido até mesmo no Senado Federal, em uma audiência da Comissão de Assuntos Sociais (CAS). O objetivo das entidades é pelo menos adiar a efetivação das mudanças e aplicação da lei, para que outras organizações interessadas possam analisá-las e propor soluções.

Mudanças devem se refletir nas escolas técnicas

 

Dentro da instituição, assim como nas outras escolas técnicas, as mudanças no registro de profissionais é um tema discutido há muito tempo nos corredores e salas de aula. As dúvidas partem tanto dos próprios institutos quanto dos seus alunos. Para Raquel, não há motivo para grandes preocupações, pois a legislação do MEC não foi afetada e a demanda pelos técnicos deve se manter, garantindo assim a continuidade dos cursos. “A estrutura do técnico, do curso de nível médio, não muda. Ele seguirá existindo como está”, garante.A Escola Técnica Estadual Irmão Pedro, de Porto Alegre, possui 1,2 mil alunos divididos em três cursos técnicos e o Ensino Médio. Desses, 240 fazem o técnico em contabilidade, tornando-o o curso mais procurado e com mais turmas. “É uma área que tem uma demanda muito grande por profissionais. A todo semestre, as turmas de contabilidade estão cheias”, garante a diretora Raquel Dimer da Rocha.

A professora do Departamento de Ciências Contábeis e Atuariais da Ufrgs, Ana Tércia Rodrigues, acredita que as escolas não têm muito o que fazer em relação às novas medidas, mas que precisam, sim, se preparar para uma diminuição na procura. “Provavelmente, muitas pessoas deixarão de procurar o Ensino Técnico por não haver mais a possibilidade de efetuar o registro junto ao conselho”, prevê. “Ainda existe uma incógnita de como irá se comportar esse mercado dos cursos técnicos. Já se tem notícias de escolas fechando ou não oferecendo mais o curso técnico, mas acredito que isso seja uma medida precipitada, já que o mercado deve continuar absorvendo esses novos técnicos em contabilidade.”

Na análise da vice-presidente de registro do CRCRS, Marlene Chassot, a falta de registro deve desmotivar os profissionais. “O técnico com registro procura ter educação continuada. Sem o incentivo do registro, ou as pessoas vão procurar uma faculdade ou vão deixar de fazer o técnico e optar por outra área”, diz. No entanto, mesmo no nível superior ainda existe uma defasagem entre o conhecimento que os profissionais obtêm e o que o mercado exige na atividade prática, alerta Ana Tércia. “Mas o profissional com ensino de nível superior tem muito mais condição de se inserir no mercado do que um com pouco tempo de formação, o que é a realidade hoje dos cursos de nível técnico”.

Para avaliar os alunos formados tanto nos cursos de nível superior quanto no técnico, a Lei 12.249/10 também definiu a volta do Exame de Suficiência. A existência da prova de qualificação é mais um ponto utilizado pelos defensores do Ensino Técnico, já que ele garantiria o bom nível tanto dos formados em faculdades quanto em escolas técnicas.

“Por se saber que as formações não são das melhores, se criou esse filtro. O profissional que não tenha qualificação não vai conseguir passar. Por que não continuar assim?”, questiona o técnico em contabilidade Daniel de Souza. A professora Ana Tércia contesta: “O Exame de Suficiência ainda é uma prova teórica, na qual muito pouco de conhecimento prático pode ser explorado. Ele não dá totais garantias de que o profissional, sendo aprovado no exame, teria plenas condições de se inserir no mercado de trabalho”. Reflexo disso, garante a professora, é a necessidade dos profissionais se especializarem, buscando treinamentos específicos, já que a contabilidade abrange diferentes segmentos como auditoria, perícia e consultoria.

Fonte: Jornal do Comércio

MVA aplicado na substituição tributaria de alguns sofrerá reajuste

MVA aplicado na substituição tributaria de alguns sofrerá reajuste

A margem de valor agregado (MVA) é um dos elementos que compõe a base de cálculo

A partir do dia 1º de junho, o percentual do MVA (margem de valor agregado), sofrerá um reajuste de 38% sobre a substituição tributária nas saídas de tintas, vernizes e outros produtos da indústria química produzidos no território paulista.

A decisão foi anunciada pela Secretária da Fazenda do Estado de São Paulo por meio da portaria CAT 52/2014, publicada no Diário Oficial do Estado no último dia 30 de abril deste ano.

Segundo o presidente-executivo da ABRAFATI (Associação Brasileira dos Fabricantes de Tintas), Dilson Ferreira, foram apresentados estudos feitos em conjunto com o SITIVESP (Sindicato da Indústria de Tintas e Vernizes do Estado de São Paulo) com o objetivo de recorrer a uma eventual oneração excessiva da indústria de tintas.

MVA

“A partir de agora, as associações representativas do nosso setor contratarão pesquisas de preços, que orientarão a revisão periódica dos MVAs do Estado de São Paulo e poderão aumentá-los ou diminuí-los, refletindo as margens efetivamente praticadas pelos revendedores”, aponta Ferreira.

Entenda como funciona o MVA

A margem de valor agregado é um dos elementos que compõe a base de cálculo é fixada na legislação por percentuais, que estão listados no Regulamento do Imposto sobre Circulação de Mercadorias e Serviços (RICMS).

Como o valor é padronizado nacionalmente, determinado produto possui a mesma alíquota de MVA, independente da Unidade Federada em que ocorre a operação ou o recebimento da mercadoria.

Já mercadorias adquiridas em operação interestadual – que ocorre entre dois ou mais estados unidos por uma federação – são tributadas pela alíquota de 12%. Porém, se a mesma operação for realizada dentro do Estado, esse percentual sobe para 18%.

Como o valor do imposto compõe a sua própria base de cálculo, o preço de partida para o cálculo da substituição tributária reflete um desequilíbrio entre as duas alíquotas e o preço final da mercadoria.

Fonte: Blog Studio Fiscal

 

Publicado por Studio Fiscal

A Studio Fiscal foi criada para atender as necessidades das empresas na área fiscal. A metodologia própria e o exclusivo trabalho técnico..

 

Entrevista – “Coaching é a arte de transportar pessoas”

 

Em visita ao Brasil em janeiro, Anthony Portigliatti foi convidado para participar da Semana Pedagógica do Centro Universitário Cesumar (Unicesumar), em Maringá.

A universidade em que Portigiliatti é reitor tem sede em Orlando, nos Estados Unidos, e conta com mais de dois mil alunos participando de 48 cursos de graduação e pós-graduação.

Ele é responsável pela implantação do primeiro curso superior de Coaching no mundo, na Florida Christian University (FCU).

Na conversa, Portigliatti contou como é a técnica de coaching e como o treinamento auxilia as pessoas na busca por melhorias.

 

 

 

Como é a técnica do coaching?

É uma metodologia para te levar do estado atual em que você se encontra e transportar para o lugar desejado. O coach faz algumas perguntas abertas e assim é detectado o lugar desejado. A partir disso você realiza uma agenda programada e começa a tomar atitudes, tudo baseado no foco e nas metas traçadas, sempre em busca do seu objetivo. Então você para de se vitimizar e passa a ser muito mais responsável. Vai entender que você não tem culpa de nada, mas é responsável por tudo. Vai entender também que você pode ampliar a sua visão. Eu sempre conto uma historinha: tinha um jovem e um velhinho pescando. O senhor pegou um peixe muito grande e o devolveu na água. Ele repetiu a ação. O jovem ficou indignado. Quando o velha pega um peixe pequeno, ele fica todo feliz, guardou e já estava indo para a casa. O jovem foi questioná-lo por isso e o velho respondeu: a minha frigideira é pequena. Moral da história: qual é o tamanho da sua frigideira? Se vierem “peixes” grandes e se sua frigideira for pequena você terá que devolver. O coaching irá ampliar o tamanho da sua frigideira e reprograma para que você não se alto sabote, ou seja, para você não se vitimizar e ficar se justificando. Para que você entenda que depende exclusivamente de você.

O que é necessário para ser um profissional de coaching?

Passar por todo o processo. E, principalmente, entender como funciona e fazer uma certificação. Mas, basicamente, é ser treinado por alguém, gostar da prática e buscar uma certificação.

O primeiro curso superior de coaching foi da Florida Christian University. Como foi esse processo?

Foi muito difícil, altamente desafiante. Foi em 2006. Nós temos pessoas graduadas conosco que são show e estão revolucionando o mundo, principalmente aqui no Brasil. O curso vira a pessoa “no avesso” e faz uma faxina emocional. Nós temos o curso superior de bacharelado, mestrado e doutorado, mas também temos uma certificação. Você pode ser uma jornalista, por exemplo, e ter uma certificação coaching.

O que o coaching faz com as pessoas?

O coaching é a arte de transportar pessoas, no estado atual para o estado desejado. Ele vai potencializar o que tem de melhor dentro de cada um e vai fazer a pessoa visualizar claramente as suas metas e fazer que ela tenha resultados. O psicólogo te leva do subsolo ao térreo, quando você está na lama, mas o coaching te potencializa do térreo até a cobertura.

E quando uma pessoa atinge o objetivo proposto?

Você coloca metas e se desafia. Nós usamos muitas ferramentas para isso. Nós traçamos colunas com itens, por exemplo: família, saúde, profissional etc. Você tem que encontrar o equilibro entre todas essas colunas. Depois disso, você perde o medo e começa a se desafiar. O que vai mudar é a sua forma de percepção do que já está lá. Você deixa de se limitar.

 

Sabrina Morello é acadêmica do 4º ano de Jornalismo do UniCesumar

Comunicado aos Profissionais da Contabilidade

TAVARES ASSESSORIA CONTÁBIL

AVISA;

O presidente do Conselho Federal de Contabilidade envio comunicado, na sexta-feira (6), aos profissionais da Contabilidade, com a finalidade de informar sobre os principais fatos, ocorridos durante a semana passada, que marcaram a Contabilidade Brasileira

Brasilia, 6 de junho de 2014.

Caro Profissional da Contabilidade,

Esta semana, fatos importantes marcaram a Contabilidade Brasileira, que passamos aqui a compartilhar com vocé.

O Tribunal Superior Eleitoral aprovou, por unanimidade, o voto do Ministro Relator Henrique Neves da Silva, em resposta à Consulta n9 254-76.2014.6.00.0000 — Classe 10 — Brasília — Distrito Federal, tratando da atuação do Profissional da Contabilidade nas Prestações de Contas das Eleições de 2014, constante na Resolução ne 23.406/2014.

O Ministro Henrique Neves ratificou a obrigatoriedade da assinatura do Profissional da Contabilidade e referenciou a legislação contábil emitida pelo CFC, destacando inclusive as responsabilidades do profissional e do candidato no processo, quando diz: “A administração financeira da campanha eleitoral não se confunde com a contabilidade. ”

Ainda em relação ao tema, o Conselho Federal de Contabilidade e a Ordem dos Advogados do Brasil firmaram um Protocolo de Intenção em prol das Eleições Limpas. O ato constou do lançarnento do livro Partidas Dobradas — Eleições 2014 — Contabilidade Necessária, ocorrido no Plenário do Conselho Federal da Ordem dos Advogados do Brasília e no Plenário do Conselho Federal de Contabilidade.

Durante a semana, ainda, o ministro da Secretaria da Micro e Pequena Empresa do Governo Federal, Guilherme Afif Domingos, marcou presença de destaque na Reunião dos Presidentes dos Conselhos Regionais de todo o País, realizada no CFC, trazendo os resultados das conquistas que as Micro e Pequenas Ernpresas trouxeram ao Brasil.

A sernana foi coroada com a entrega, pelo Presidente do Conselho Federal de Contabilidade, contador José Martonio Alves Coelho, à Presidente da República, Dilma Rousseff, de docurnento com Projeto Bate-Bola Contábil, de realização da Academia Brasileira de Contabilidade, com o apoio do CFC. A Presidente da República agradeceu ao CFC o trabalho que está desenvolvendo em prol da sociedade Brasileira.

Todos esses acontecimentos atestam o compromisso do Conselho Federal de Contabilidade com a responsabilidade social e a constante valorização Profissional.

Contador JOSÉ MARTONIO ALVES COELHO

Presidente do Conselho Federal de Contabilidade”

Como se proteger do aviltamento de honorários?

TAVARES ASSESSORIA CONTÁBIL:

AVISA:

Para vencer uma guerra é necessário estudar detalhes da atuação do inimigo e, de forma unida, atacá-lo.

Para vencer uma guerra é necessário estudar detalhes da atuação do inimigo e, de forma unida, atacá-lo. Coibir a prostituição dos honorários contábeis exige a mesma estratégia.

Na semana passada um leitor fez a seguinte indagação no artigo que publiquei sobre os critérios para precificar os serviços contábeis: “E como ficam os que praticam o aviltamento cobrando mixarias e acumulando clientes?” Agradeço a oportunidade de poder refletir mais uma vez sobre este espinhoso tema que é o aviltamento.

Primeiramente, com o auxílio de dicionários busquei o significado de aviltamento e vejam os muitos adjetivos e que, a meu ver, são próprios para definir o que ocorre na profissão contábil: indignidade, desonra, descrédito, depreciação, desvalorização, desprezível e um termo ainda mais pesado – canalhice.

Atenção: a abordagem aqui é específica para o meio da prestação de serviços contábeis. Como acontece o aviltamento ou a prostituição do mercado? É bastante simples a técnica destes maléficos profissionais. Primeiro eles conquistam os clientes, especialmente aqueles que só enxergam o preço, oferecendo-se por valores muito abaixo do mercado, só que não entregam o serviço completo. Claro, eles prestam só uma parte do serviço, pois do contrário não teriam recursos financeiros para manter funcionários capazes, constantemente treinados e na quantidade necessária. O cliente não percebe que o serviço está incompleto, só descobrirá depois de muito tempo. E daí as atribulações podem ser grandes.

Até aqui não há nenhuma novidade e como já escrevi diversas vezes, de nada adianta chorar e/ou reclamar. É preciso planejar uma ação que bloqueie os malfeitores. Uma das formas seria fiscalização duríssima nas empresas contábeis visíveis e naquelas que ficam escondidas, principalmente. Infelizmente, esse pedido já foi implorado, sem sucesso, junto aos conselhos regionais de contabilidade.

Diante deste cenário proponho duas ações que certamente desarticularão a façanha destes predadores dos serviços de contabilidade com qualidade: divulgação e união.

Divulgação – é necessário aprender a divulgar a qualidade dos serviços. Jeffrey Thull, autor de livros e requisitado consultor na área de estratégia de vendas, disse que “para que esta venda seja bem-sucedida é imprescindível conferir ao cliente a possibilidade de entender o real valor do que você está fornecendo”. Como se pode desejar que o cliente escolha, ao invés do preço, a qualidade do serviço, se ele não compreende a real importância e necessidade daquele trabalho?

União – não dá para esperar que alguém faça o trabalho por você. É preciso unir pessoas com os mesmos ideais e debater o tema até encontrar soluções. Desenvolver campanhas de conscientização dos clientes e de fortalecimento fica mais barato quando a ação é dividida pelo grupo. Contrate consultores, palestrantes e outros profissionais do interesse mútuo.

União e divulgação são as armas que darão a vitória aos profissionais contábeis honrados e desejosos de servir a sociedade com qualidade, mas a preços justos.

Fonte: Boletim Contábil

Abrir empresa vai ficar mais fácil

TAVARES ASSESSORIA CONTÁBIL:

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A via sacra dos empresários paulistas para abrir ou fechar uma empresa está com os dias contados

A via sacra dos empresários paulistas para abrir ou fechar uma empresa está com os dias contados. A União, por meio da Secretaria da Micro e Pequena Empresa (SMPE), o governo estadual e a prefeitura de São Paulo se aliaram para integrar seus cadastros e colocar a capital paulista na Redesim (Rede Nacional para a Simplificação do Registro e da Legalização de Empresas e Negócios).

Com a medida, no médio prazo, a ideia é tirar o Brasil da incômoda posição no ranking do Banco Mundial, que lista os países que oferecem melhores condições para a realização de negócios. De acordo com esse ranking, o País está na 123ª posição, num universo de 189 nações.

Em média, o processo de abertura de uma empresa demora 107,5 dias. Com a simplificação e o compartilhamento de um cadastro único, o objetivo é reduzir para cinco dias o trâmite de abertura de um negócio.

Numa cerimônia realizada ontem no Palácio dos Bandeirantes, foi assinado um protocolo de intenções nesse sentido pelo ministro Guilherme Afif Domingos, da SMPE, o governador de São Paulo, Geraldo Alckmin, e secretário municipal de Finanças, Marcos Cruz, representando o prefeito Fernando Haddad.

“Para abrir um negócio, são os dados que devem viajar, não os empresários”, sintetizou o ministro Afif Domingos. Para o ministro, persiste no Brasil a “mania” de fazer cadastros e inscrições, cada qual com um dono. É preciso simplificar e usar o CNPJ como um cadastro único a ser compartilhado pela União, Estados e municípios. Essa idéia de cadastro único, contemplado na Redesim, disse o ministro, foi inserida na Lei Geral da Micro e Pequena Empresa, como forma de simplificar processos de forma inteiramente digital.

Ele lembrou que, quando assumiu a coordenação do programa de desburocratização, durante o governo de José Serra, eram cinco os municípios que participaram de um projeto piloto. Hoje, são 45 municípios que possuem um sistema implantado onde é possível saber de forma rápida os locais autorizados para a instalação de uma empresa. “Com a conjugação múltipla de esforços, estamos avançando na redução da burocracia”, afirmou.

Para o governador Geraldo Alckmin, levando em conta que, no Brasil, é difícil abrir uma empresa e quase impossível regularizar o fechamento, é uma grande parceria entre o governo federal, o estadual e a prefeitura. “A vocação empreendedora faz parte do DNA de São Paulo. E precisamos dar o exemplo” afirmou. De acordo com o governador, desde 2012, o fechamento das empresas optantes do Simples Nacional é feito de forma automática, por meio de uma declaração. A intenção é simplificar o procedimento para outras empresas. “Estamos trabalhando para que a abertura seja feita em cinco dias e o fechamento em horas”, disse. De acordo com o governador paulista, a previsão é que a integração à Redesim, que hoje engloba 45 municípios, alcance 60 cidades nos próximos meses e 100 até o final do ano.

O Secretário Municipal de Finanças, Marcos Cruz, ressaltou que o País merece uma posição melhor no ranking do Banco Mundial e que essa parceria caminha para isso. A assinatura do convênio, disse, é resultado de um ano de trabalho em busca da simplificação, que é uma das prioridades da prefeitura. “É um desafio integrar os sistemas, mas não é impossível. E temos tido avanços nesse sentido”, afirmou, ao lembrar que, atualmente, na cidade de São Paulo, o licenciamento de atividade já foi desvinculado do habite-se, documento expedido pela Prefeitura que atesta a regularidade do imóvel.

Nos próximos 45 dias, haverá a divulgação de um cronograma das etapas necessárias para a implantação completa do município de São Paulo aos processos de integração da Redesim. Com isso, a inscrição municipal (cadastro de contribuintes mobiliários), o registro na Junta Comercial do Estado de São Paulo e a obtenção do CNPJ serão feito de forma simultânea.

Presente à cerimônia, o presidente da Federação das Associações Comerciais do Estado de São Paulo (Facesp), da Associação Comercial de São Paulo (ACSP) e presidente-interino da Confederação das Associações Comerciais e Empresariais do Brasil (CACB), Rogério Amato, ressaltou que a desburocratização é de extrema importância para o País. “Essa parceria é a conclusão de um trabalho de muitos anos que envolve uma ideologia da ACSP”, disse. Também estiveram na cerimônia o presidente do Sebrae Nacional, Luiz Barreto, o presidente do conselho do Sebrae São Paulo, Alencar Burti e do presidente da Junta Comercial de São Paulo, Humberto Luiz Dias

Extraído do guia dos contadores

6 Fatores que podem estar atrasando a sua promoção

Contexto econômico, tamanho da empresa e incompatibilidade de perfil levam à estagnação de uma carreira; entenda o que pode estar emperrando o seu crescimento

TAVARES ASSESSORIA CONTÁBIL:

INFORMA:

De acordo com Flora Victoria, vice-presidente da Sociedade Brasileira de Coaching, o tempo de uma promoção está atrelado, entre outros fatores, ao desempenho da economia, às taxas de desemprego e às condições do mercado em que o profissional atua.

Também é possível considerar outros elementos nessa equação. “Se você está numa startup, por exemplo, as chances e a velocidade das promoções são maiores”, explica Flora. Já numa empresa madura, ou em fase de declínio, a ocorrência é menos frequente.

A situação financeira do empregador e o orçamento destinado às promoções também interferem no aparecimento das oportunidades.

Mas o que explica a ascensão meteórica de alguns? Segundo Flora, à parte de fatores externos, o crescimento rápido de certos profissionais tem a ver com o fato de contribuirem diretamente com os resultados da empresa.

“Há também a lei da oferta e procura: os profissionais escassos no mercado tendem naturalmente a subir mais rápido do que os abundantes”, afirma a vice-presidente da Sociedade Brasileira de Coaching.

Com tantas variáveis em jogo, é natural que haja alguns insatisfeitos. Porém, mais do que culpar fatores incontroláveis, Flora recomenda que se assuma a responsabilidade pelos resultados da sua carreira.

“Se você realmente quer uma promoção, invista no seu próprio desenvolvimento e crie caminhos para demonstrar o seu valor”, aconselha.

A seguir, veja atitudes que podem estar atrapalhando os seus planos de crescimento, segundo Flora:

1. Desinteresse
Um profissional que não busca aprender sobre os processos da empresa não é visto com bons olhos. Flora afirma que essa postura pode ser interpretada pelo empregador como descaso – o que deixará o funcionário no mesmo lugar onde está.

2. Excesso de ego
Ser confiante é diferente de ser prepotente. De acordo com a vice-presidente da Sociedade Brasileira de Coaching, humildade é uma característica fundamental para quem deseja conquistar o respeito de todos na empresa e receber convites para ascender.

3. Tempo de resposta inadequado
“Quando o profissional atrasa prazos ou demora muito para executar suas atividades, é percebido como lento, mal adaptado ao ritmo de trabalho”, diz Flora. Se você quer uma promoção, procure ser rápido e eficiente.

4. Perfil burocrático
Segundo Flora, alguns profissionais apenas executam tarefas, sem procurar entender sua contribuição para o negócio. “Quanto mais um profissional for capaz de gerar resultados, mais chances tem de ser levado para cima”, afirma ela.

5. Falta de propostas originais
É importante investigar soluções inovadoras e eficazes para o dia a dia da empresa. Ser criativo e proativo faz um profissional se destacar aos olhos dos gestores – e, eventualmente, ser escolhido para uma promoção.

6. Incompatibilidade com o perfil da empresa
É inútil esperar uma evolução num ambiente que não tem nada a ver com você. Se os seus valores e a sua personalidade não correspondem aos da sua empresa, é melhor buscar outros horizontes para transpor.

 

Extraído da Exame.com

Altas taxas de impostos e dificuldade de pagamento destes são alvo de críticas do setor de franquias

TAVARES ASSESSORIA CONTÁBIL:

www.tavarescontador.com.br

O assunto principal durante a abertura de uma feira de franquias em São Paulo foram os impostos que são cobrados dos empresários. Segundo Ricardo Camargo, diretor executivo da Associação Brasileira de Franchising, o problema não está diretamente relacionado somente a alta dos impostos, que é constantemente criticada pelos empresários, mas também está ligada a difícil tarefa que os donos de empresa enfrentam para pagá-los.

Segundo Ricardo no Brasil é necessário que haja no mínimo quatro profissionais que atuem na área contábil para que sejam executadas ações que nos Estados Unidos, por exemplo, apenas um profissional dessa área é capaz de realizar, também se faz necessário que se tenha uma equipe de advogados e profissionais de administração para que estes auxiliem o empresário a entender sobre o pagamento de um imposto determinado, de acordo com Ricardo o que precisa ser feito e o que os empresários solicitam é que o sistema se torne mais simples e uma facilitação melhor para que estes impostos sejam pagos.

Segundo Ricardo estes fatores fazem com que os custos dos negócios se tornem maiores e também interferem na produção destas empresas, de acordo com ele se houvesse ao menos uma redução no número de impostos, mesmo que estes valores não sejam repassados aos empresários poderia solucionar os problemas para as empresas que não se encaixam no imposto Simples Nacional que é aplicado em empresas que tem faturamento de no máximo R$ 3.6 milhões anualmente.

No mês de março a Associação Brasileira de Franchising procedeu juntamente com o Conselho Mundial de Franchising, a assinatura de uma carta, onde eles solicitaram que fosse finalizada a cobrança do Imposto Sobre Serviço sobre os royalties que são pagos ao franqueador, a solicitação será direcionada para o Supremo Tribunal Federal, segundo Ricardo é somente no Brasil que os royalties são vistos como um serviço e que não fazem parte do contrato das franquias, de acordo com Ricardo o setor já não tem mais esperança em uma reforma Tributária, já que inúmeras propostas já foram feitas e todas não obtiveram aprovação, de acordo com Ricardo nenhuma delas está sendo analisada pelo Congresso até o presente momento.

Em meio as suas declarações Ricardo declarou que o custos dos produtos ou serviços se tornam mais elevados por conta do alto preço que são cobrados pelos fretes, de acordo com ele o preço cobrado é um dos mais altos do mundo, segundo ele as condições precárias das estradas e a ineficiência verificada nos portos brasileiros afetam diretamente a margem para os que atuam nas franquias, além disso Ricardo também declarou que os aeroportos estão melhores, porém ainda não são capazes de conseguir satisfazer a grande demanda.

4 Tarefas que só o dono da empresa deveria ter

Especialistas comentam as tarefas que o empreendedor nunca deveria delegar para a equipe

TAVARES ASSESSORIA CONTABIL INFORMA:

 

São Paulo – A delegação de tarefas costuma ser um sofrimento para osempreendedores de pequenas empresas. Eles acham que podem fazer melhor que a equipe ou que as coisas não serão bem feitas sem sua supervisão.

O problema é que essa mentalidade engessa o negócio e impede que ele cresça. Delegar é preciso para fazer a empresa decolar. “A delegação é boa porque cria oportunidades para pensar no estratégico, o fator mais importante”, diz Cynthia Serva, coordenadora do Centro deEmpreendedorismo e Inovação do Insper.

Os funcionários, geralmente, ficam responsáveis por quase tudo que é extremamente operacional. “Você pode passar para o funcionário tudo aquilo que for rotina na empresa, do dia a dia”, indica Julio Tadeu, consultor do Sebrae-SP.

Por isso, delegar é saudável e ajuda também a criar um senso de engajamento e motivação na equipe. “O Peter Drucker já dizia que nas empresas do futuro a autoridade seria substituída pela responsabilidade”, recorda Cristian Welsh Miguens, professor da Universidade Anhembi Morumbi.

Por outro lado, nem tudo pode ser passado adiante. Algumas tarefas precisam, sim, de um pouco de centralização, justamente para que a empresa dê certo. “O estratégico não pode ser delegado”, reforça Cynthia. É também de Drucker que vem a lição de como definir o que delegar ou não. “Peter Drucker falava em dividir em três grupos de tarefas: o que está fazendo que não precisa ser feito, o que outro pode fazer e o que estou fazendo que só eu posso fazer”, ensina a professora do Insper.