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Resumo Sobre o interesse político nos dias de hoje

Com o aumento da atenção despertado para o direito e poder judiciário pela parte política e cultural, os personagens nesse meio passaram a ganhar destaque, o que aumentou o interesse em saber quais eram seus nomes, historia de vida, lastros políticos e sua visão de mundo, sendo essas informações avaliadas e analisadas abertamente. Para atender a essas novas realidades, foram surgindo grupos para supervisionar o meio e vida política. Um exemplo disso são os ministros do STS que desde o escândalo do mensalão estão sendo observados de perto. Mesmo após essa evolução, ainda não se aprofundou efetivamente no fundo do iceberg, tendo um déficit crítico no entendimento dos fenômenos jurídicos e suas instituições. É bem claro que o direito e o meio político não se restringem apenas há a parte límpida estudada pelos bacharéis na faculdade, há um subterrâneo que ainda não está claro aos olhos dos grupos a qual se prontificaram a supervisionar. Fica escancarado então que somente a crítica pode ultrapassar a superfície da berlinda da pauta judiciária de hoje em dia.
Direito e o capitalismo
O direito é identificado por outros apenas como um conjunto de normas impostas pelo estado, porém essa denominação é insuficiente para descrever os fenômenos jurídicos que estão envolvidos, tendo apenas uma base superficial. Podemos ver isso na relação do direito com o capitalismo onde tem papel importantíssimo na permanecia e aparato do capitalismo, estabelecendo uma relação juridicamente na teoria equilibrada e justa entre o capitalista e o trabalhador que vende sua força de trabalho.

Estrutura do poder judiciário
No texto se aborda a estrutura jurisprudencial em relação ao capitalismo que está bem presente nesse tópico. Como foi dito anteriormente, o direito tem a função de estabelecer de forma firme a relação entre empregador e empregado. O judiciário também tem com função manter e reiterar o capitalismo, não deixando explícita a imparcialidade estrutural, o que faz com que o próprio judiciário seja capitalista por assegurar a reprodução de sua ordem, não só porque pode ser eventualmente capturado por determinada classe. O capitalismo em si tem dimensões, compressões, golpes e, por causa disso, o poder judiciário não é inexoravelmente de um grupo contra o outro. A luta de classes permeia o mundo judicial também por dentro.
Vê-se que o poder judiciário está sobre as leis, mais seus cortes advêm de tradições dos magistrados. Estando sobre a lei o poder judiciário pode fazer com que os outros dois poderes e a sociedade sejam submetidos aos seus interesses, já que é ele que aplica e supervisiona o cumprimento da lei.

Na berlinda do judiciário
Nas ultimas décadas se tiveram inúmeras movimentos no poder judiciário brasileiro, como a ditadura militar, democratização e o neoliberalismo. Estes ainda segundo a obra de Alysson Leandro Mascaro em “Críticas da legalidade e do direito brasileiro” manifestam tensão para as instituições judiciárias.
A ditadura asfixia os direitos fundamentais hoje estabelecidos, gerando então uma resistência dos juristas no campo judiciário. Com a constituição federal de 1988 ouve uma ventilação ao momento antes vivido, onde se viu normas mais progressistas do que a implantadas pela ditadura, entretanto, se perder boa parte do que foi adquirido para o neoliberalismo a partir da década de 1990. Nesse período de conservadorismo neoliberal se viu mais importante o engessamento do judiciário, do que barrar as leis progressistas anteriores. Para que houvesse o controle foram nomeados magistrados conservadores e os anteriores progressistas são levados para a berlinda da pauta dos meios de comunicação.
O poder judiciário ganhou visibilidade no contexto de bloqueio de algumas pautas progressistas e polêmicas como o aborto, casamento, homossexualidade, racismo, feminismo e entre outros.

Minhas expectativas sobre o curso de direito

Minhas expectativas em relação ao curso estavam muito altas, já que tenho familiares que cursaram o mesmo que pretendia, o que me possibilitou escutar diversas experiências tanto positivas quanto negativos. Acreditava que seria muito difícil lidar com a quantidade de demanda para a leitura, pressão dos professores com seus padrões elevados de avaliação e cobrança, grande preocupação com os trabalhos, provas e com um olhar mais para o futuro, imaginando o quão complicado seria o TCC e a OAB, no meu caso. No primeiro dia de aula estava muito perdido, nervoso e preocupado, o que se acentuou quando coloquei os pés na instituição, percebendo que agora eu estava em outro mundo, tudo havia mudado, uma nova fase onde eu tinha completa responsabilidade por tudo que viria a seguir. Essa constatação foi bem difícil de aceitar, mas melhorou quando entrei na sala de aula e tive meu primeiro contato com o curso, minha própria experiência, a qual foi maravilhosa. Logo de cara amei o assunto abordado, o professor, meus colegas e o ambiente acadêmico. Fiquei muito interessada com tudo e percebi que iria gostar muito desse novo ciclo da minha vida.

Invisibilidade e registro civil: garantia de acesso à cidadania no Brasil

Em uma das obras lírica do cantor e compositora brasileiro cazuza, se diz que se vê o futuro repetir o passado. Nesse contexto, é possível legitimar e relacionar tal citação na invisibilidade do que não possuem o registro social: garantia de acesso á cidadania no brasil, a qual, persiste em não ser atendida a todos pelo governo federal, que negligencia quem não os possuem, deixando-os á margem da sociedade. Essa problemática se agrava pela ignorância populacional, em conseqüência da falta de informação a cerca do direito estabelecido na constituição há possuir a carteira de nascimento, primeiro e de maior importância para a manutenção teórica de todos os deveres que devem ser fornecidos pelo estado para com os indivíduos nascidos no território nacional
É imprescindível destacar, em primeira analise, o descaso da sociedade em incluir e governamental em solucionar a invisibilidade de indivíduos na franja social por não possuírem o registro de nascimento. O intelectual Saramago explica o ensaio da cegueira, a qual escancara o egoísmo e apatia do Brasil aos estigmas alheios, deixando claro seu individualismo, a qual,afeta de forma estrondosa os grupos menos favorecidos como o abordado no presente momento. Nesse aspecto, é extremamente importante a mobilidade publica com o objetivo de reverter tal cena incluindo e emitindo os documentos de nascimento aos não possuintes ,possibilitando visibilidade dos mesmos para o estado.
O Segundo ponto a se discutir é a falta de esforço em educar a massa invisível aos olhos dos governantes, visto que desprezam quem não possui o registro de nascimento, isto é,o documento pessoal primários. Foi dito por Paulo freire, sociólogo renomado, ”Se a educação sozinha não muda a sociedade, tampouco sem ela”, o que alerta a imediata pedagogia popular a cerca dos seus direitos descritos na lei N°9534, em que prevê a garantia de acesso á cidadania no Brasil de forma gratuita. Com essa reforma vai ser possível baixar significativamente a Índice coletado pelo IBGE em 2015, onde informa a estimativa marcando mais de 1,50 milhões de pessoas que sofrem com tal realidade deplorável no pais impossibilitando as de ter acesso a programas e instituições publicas pelo SUS por estarem incluídas nessa problemática exorbitante.
Urge então que, o governo federal, atrelado com o ministério da educação, crie projetos de conscientização com o auxilio de cartilhas, livretos, panfletos e propagandas em todos os meios de comunicação, tendo como objetivo informar a sociedade a cerca desse problema e incentivar os que não possuem a certidão de nascimento a se mobilizar a correr atrás de tal documento de extrema importância. Se seguirmos esse caminho proposto ira ser possível descartar a afirmativa retratada na musica de cazuza, e finalmente colocar em pratica o que é prescrito na constituição federativa brasileira.